quinta-feira, 29 de abril de 2010

Ternura

O que é a ternura?

No dicionário de língua portuguesa ternura é qualidade do que é terno; meiguice; disposição para os sentimentos suaves; afecto brando e carinho.

O poema seguinte talvez se ajude a perceber melhor o significado de ternura.

Ternura
(Vinicius de Moraes)

Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma…
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Gaivota

As gaivotas são aves marinhas da família Laridae e sub-ordem Lari. São próximas das gaivinas, e estão mais distantes das limícolas, airos e rabos-de-palha. A maior parte das gaivotas pertence ao grande género Larus. São, regra geral, aves médias a grandes, tipicamente cinzentas ou brancas, muitas vezes com marcas pretas na cabeça ou asas. Têm bicos fortes e compridos e patas com membranas.


A maioria das gaivotas, particularmente as espécies de Larus, nidificam no solo e são omnívoras, e comem comida viva ou roubam alimento conforme surja a oportunidade.
Com excepção das gaivotas-tridáctilas, as gaivotas são espécies tipicamente costeiras ou de interior, e raramente se aventuram em mar alto. As espécies de maiores dimensões levam até quatro anos a atingirem a plumagem completa de adulto, mas as espécies menores normalmente apenas dois anos.

domingo, 18 de abril de 2010

Vela

A vela é uma fonte de luz que consiste tipicamente num pavio inserido num combustível sólido, tipicamente cera. A função do pavio é ser queimado no intuito de produzir fogo, e este, por sua vez, iluminar o ambiente. Além da cera, existem outros combustíveis que podem ser utilizados, como o azeite e outros óleos vegetais.

A vela é uma fonte de luz utilizada desde tempos remotos, quer na sua forma simples ou acopladas em lanternas, utilizadas muito antes da descoberta da lâmpada e outros sistemas de iluminação eléctricos.

Durante a preparação da vela, previamente à ignição, o pavio é saturado com o combustível na forma sólida. O calor do fósforo ou outra fonte de fogo irá derreter e vaporizar uma pequena porção de combustível que, no estado gasoso irá combinar-se com o oxigénio da atmosfera para formar a chama. A chama irá então providenciar calor suficiente para manter a vela acesa, numa típica reacção em cadeia auto-sustentável: o calor da chama derrete a superfície do combustível sólido, liquefazendo-o e fazendo-o deslocar-se em direcção ao pavio e subi-lo, por capilaridade; o líquido passará, com o calor, para o estado gasoso, que irá ser consumido pela chama.

As velas aromáticas são feitas normalmente de parafina, também podem ser apresentadas na versão gel. O aroma vem do acréscimo de substancias aromáticas, tais como essências e extratos naturais. Outros componentes, como flores, frutos e sementes, além de criarem um visual diferenciado e atrativo para a vela, podem produzir os odores desejados.

sábado, 17 de abril de 2010

Olhares Diversos



terça-feira, 13 de abril de 2010

Borboleta Coruja

Borboleta Coruja
Nome científico: Caligo eurilochus brasiliensis

A borboleta coruja existe somente na América do Sul. Em geral, são muito grandes, estando entre as maiores da América do Sul. Esta espécie é a maior borboleta do Brasil, com até 17 cm de envergadura, ou seja, de ponta a ponta das asas. Seus hábitos são crepusculares: permanecem pousadas em troncos durante o dia e voam de manhã ou nas últimas horas do dia, antes do anoitecer.

As fases de ovo, lagarta e pupa duram cerca de 3 meses e meio. O tempo de vida da borboleta adulta pode chegar a mais de 3 meses.

Esta espécie consegue safar-se dos predadores graças a sua semelhança com uma folha Quando ameaçada abre as asas de repente, revelando enormes olhos e empina o corpo. Para seu predador a folha transformou-se em coruja que é um dos maiores inimigos de pequenos animais.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Lago di Carrezza

O Lago di Carezza é um pequeno lago alpino situado em Val d'Ega a 1.534 mts em Nova Levante, a cerca de 25 km da Bolzano, em Itália. Situado entre as florestas de pinheiros em uma das colinas da Latemar que são refletidas nas águas cristalinas.

Deixo entretanto o comentário da autora destas fotos:

"A respeito da foto, posso afirmar que o Lago di Carezza é um lugar de cores deslumbrantes, mágico e encantador. No momento em que conheci, não havia ninguém no local o que dá uma sensação maravilhosa de paz e deslumbramento pelas cores. Um momento bonito que tentei registrar, mas não consegui em sua plenitude, foi quando ao fundo, onde imaginei so haver céu encoberto pelas nuvens, aparece, como se fosse um coração se abrindo, um pedacinho da montanha....foi lindo, aliás cada pedacinho deste lugar é inesquecível. Fico imaginando esse lugar visto em um dia de sol, onde as cores ficam ainda mais vivas!"

E esta imagem é o "pedacinho" que se abriu no céu...


Existem uma lenda que explica todo este encantamento e cores. Conta a lenda que no lago habitava Ondina (sereia), ninfa belíssima que uma vez foi vista, enquanto cantava, por um feiticeiro que vivia na floresta. Ao vê-la, se apaixonou, e, por vezes, usando de sua magia, quis raptá-la. Porém todas as vezes que Ondina sentia a presença do feiticeiro, mergulhava na água e desaparecia. Irritado, buscou ajuda de uma bruxa que vivia em uma caverna nas proximidades. A bruxa sugeriu que ele fizesse um arco-íris, que iria do lago, ao pico da montanha de Latemar (que pode ser visto na foto acima), pois as cores iriam despertar a curiosidade de Ondina, e no momento em que ela saísse da água, ele se aproximaria desinteressadamente disfarçado de velhinho segurando um saco com pedras preciosas atraindo-a. O feiticeiro criou o mais belo arco-íris e realmente fez Ondina sair do lago, porém em seu disfarce, o feiticeiro esqueceu de colocar a barba branca e logo a ninfa percebeu o perigo e novamente desapareceu no lago. Furioso o feiticeiro destruiu o arco-íris, deixando-o em pedaçinhos, jogou-o no lago e desapareceu na montanha de Latemar. O arco-íris teria derretido deixando suas cores espalhadas nas águas do lago.

Coordenadas - 46°24′33″N 11°34′30″E